terça-feira, 13 de abril de 2010

O meu Tio Pedro

Do campo dos Leões ao centro da cidade era um instante. Depois, descíamos a calçada na direcção da ponte sobre o Tejo, que atravessávamos. No final caminhávamos pelo campo até ao Tejo Velho, um chabouco comprido e profundo.
Pescávamos o velho sarmão (ainda hoje não sei bem de que peixe se tratava, mas certamente seria um peixe de outros tempos, cujo nome nunca coloquei em causa).
No final do dia, quando nos dávamos por cansados da pescaria, enchíamos a mochila com o que podíamos apanhar. Marmelos, uvas, melões e peixe. Porque quando não o pescava, o meu tio dizia-me para ter cuidado não fosse a grade prender-se na ponte.
Grande mestre este meu Tio Pedro. O homem que mais influenciou a minha vida.

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