domingo, 30 de janeiro de 2011

O motorista do autocarro

Por volta de 1998, acompanhei um grupo de jovens a Manteigas. Eram promessas de escuteiros de um grupo em formação.
Fomos de Santarém a Belmonte por comboio. Em Belmonte seguimos de autocarro até Manteigas.
A euforia dos adolescentes que acompanhava era enorme. Para muitos, era a grande aventura nunca antes vivida fora do seio familiar.
O motorista do autocarro sorria. Fazia a conta dos jovens que entravam e continuava a sorria. Fez a viagem a sorrir. Despediu-se de nós a sorrir.
Parece que antevia a aventura e a felicidade dos adolescentes que nos acompanhavam e, sorria, imaginando talvez, que a sua adolescência também poderia ter sido assim.
Como gostava de o tornar a rever. Para lhe agradecer os seus sorrisos

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