sexta-feira, 24 de junho de 2011

Amor familiar

- Não os possso aturar mais. Estou cansada. A vida de mulher é muito difícil!- Tens de ter paciência. Eles vão crescendo.
- Pois é, isso é bom de dizer quando se está fora todo o dia. Experimenta faltar ao trabalho e ficar aqui.
- Ai ai, quem me dera. Mas sabes que não posso.
E com um sorriso maroto, afastou-se, feliz por não poder faltar ao trabalho.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bealtaine ou o início do verão

O início do verão era celebrado pelos povos celtas em grandes festas, nas quais se acendiam fogueiras.
A mulher tinha um papel importante nos povos celtas, estando de igual para igual com o homem, quer em tempos de paz, quer na guerra.
O início do verão coincidiu, em Portugal, com a designação da primeira mulher a ocupar as funções de presidente da assembleia da república.
Passados tantos séculos sobre a existência do povo celta, não posso deixar de ficar contente, independentemente, da sua filiação partidária.
Foi mesmo dia das festas de Bealtaine.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pensamentos

Porque tenho de fazer tudo o que não quero?
E porque não posso fazer o que quero?
Não quero ver estes testes que me atormentam.
Queria-te a ti, que és inatingível.

sábado, 18 de junho de 2011

Amor

As almas vagueando pelas ondas do mar, tranquilas, apaixonadas.
E os dois corpos, sentados na areia, vendo a beleza das almas, como que a admirar dois meninos que brincam.
Como é bonito o amor!


sexta-feira, 17 de junho de 2011

A crise

Aproximam-se as medidas da troika.
Distingue-se, já perto, a onda das grandes medidas de austeridade.
E o povo mais simples, cujo produto do trabalho dá para esse dia, espera sentado, tranquilo.
Porque, em crise vive há uns bons anos. Dezenas, séculos.
E a vendedora pensa para si, enquanto aguarda por algum cliente mais destemido: será que a crise, a onda gigante que se avizinha, afectará os ricos deste país?
Não se acredita. Tal como Medeiros Ferreira não se acredita que a Justiça seja para os ricos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mulher da Nazaré

Quantas lágrimas escorreram pelas suas faces, enquanto aguardava que o mar lhe devolvesse o seu pescador.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fumador de cachimbo

Chegado ao Ilhéu acendeu o cachimbo e contemplou o vazio.
Sem pensar em nada. Absolutamente em nada.
Fumava lentamente, sentindo o prazer da fumaça.