sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Refúgio

Quando a sociedade começou a desabar refugiou-se no campo.
Ali sentia o aroma da natureza.
Ali esquecia a selva sem lei em que se tornou a sociedade.
Ali esperava que os árabes tornassem a invadir a Península. E se não viessem, que viesse o seu espírito de revolta.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A felicidade de ter amigos

Sinto-me feliz!
Ontem jantei com três grandes amigos: o Rui, a Susana e o Miguel.
Três amigos que um dia encontrei na formação e que hoje, sinceramente, creio ter encontrado em vidas anteriores, tal é o afecto que a eles me liga.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

De mão dada

Naquela velha igreja, escondidos no meio do povo crente, deram as mãos e apertaram os dedos, numa fome de amor que os consumia.
No outro dia, ainda o sol não raiava, já estava do outro lado da fronteira.
Por detrás da janela, a sua silhueta feminina recordava essa manhã já longínqua.  O seu Manel tinha sido apanhado pela guarda. Não voltou a fazer contrabando nem a apertar-lhe os dedos na missa do domingo.
Já velhinha, morreu em Tourém. Diz o povo que enlouqueceu de amor.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Contradições de uma gaivota

Por vezes pergunto-me porque razão, tendo eu tanta necessidade dos meus semelhantes sou, simultaneamente, tão insociável.
Se estou longe dos meus pares, sinto-me triste, só, perdida.
Se estou no seu meio, tenho vontade de fugir, de me isolar.
Contradições da idade? Expectativas frustradas?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eleições

O professor Marcelo afirmou que foram, essencialmente, os jovens que não foram votar.
Senti que tinha rejuvenescido!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fogareiro

O lume, que antes aquecia tudo em redor, não era agora senão um resto de carvão ardido.

O desespero do mar

E, apesar do ondular nervoso, intranquilo, ansioso, do mar, continuaste serena, esperando, como quem sabe como tudo termina, que as ondas revoltas deixassem de bater.