domingo, 31 de janeiro de 2010

Nicolau

A foto não foi ao carrinho de gelados Nicolau.
Foi ao que ela trouxe à memória.
A memória dum irmão que há muito partiu e que também se chamava Nicolau.

Intervalo na faina

Não houve ida ao mar em Câmara de Lobos, na Madeira.
Por entre ponchas, põe-se a conversa em dia e espera-se que o tempo melhore.
Até o cão aguarda pela faina, sempre terá alguma actividade.
Por ora é tempo de intervalo na faina.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Vala Real

Percorríamos o caminho de Santarém até à Vala da Ponte à Seca, a Vala Real.
Ali chegados, tirávamos da mochila o material da pesca. Fio, anzois, boia, chumbos.
E por entre os nenúfares, que os havia na altura, pescávamos alguma carpa mais afoita.
E pescávamos.
Fazíamos uma fogueira. Abríamos o peixe, uma pitadinha de sal, um fio de azeite. Ia ao lume.
Que petisco.
Bons anos os da mocidade.
E bons amigos. O Zé, o Aurélio, o Luís, o Gouveia.
Que a amizade não se esquece.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Urso Guerreiro

Ao redor da fogueira fazia-se o fogo de conselho.
Ali os mais velhos davam conselhos aos mais novos e os mais novos faziam as suas críticas aos mais velhos.
Mas também se despertava para a comunidade.
Descobriam-se dotes artísticos, fomentava-se a amizade, a comunhão e o respeito pela natureza.
Ali se retiravam os preconceitos e a timidez.
Regressava-se às origens, sentido o calor amigo do fogo de conselho.
Ali se aprendia a democracia, a ouvir o nosso semelhante.
Ali fui baptizado de Urso Guerreiro!

Menino de ontem

Tudo mudou.
O olival é hoje um aldeamento.
O muro separava o Casal das Eirinhas do olival. É agora uma estrada.
A mala com a ardósia e os cadernos que o menino tem foram substituídos por um computador.
As brincadeiras de então, como o berlinde, o pião, as corridas de caricas, são agora jogos de computador.
O menino, esse, foi todo ele transformado pela sociedade. É hoje um menino grande, como todos os meninos que foram pequenos.
Que diria o menino se então soubesse o seu destino, como eu hoje o sei.
A incógnita do futuro é que nos faz felizes.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Rosa Maria

O teu sorriso de então é o teu sorriso de agora.
Eras uma menina.
Os tempos passaram. Conheceste o Joaquim.
Tiveram filhos. E depois vieram os netos.
Mas o teu sorriso não se alterou.
É um sorriso de amor!
O sorriso de alguém que, mesmo que os tempos sejam difíceis, que lhe falte o amor, que se sinta só, se mantém feliz consigo e com os outros.
Rosa Maria. Que felicidade ter-te conhecido.

Um menino que hoje é homem

Meu querido amigo.
Muitos anos passaram sobre o momento fixado pela câmara.
Mas os anos não reduziram a nossa amizade. Pelo contrário.
Ver-te assim tão feliz, faz de mim também um homem feliz.
Hoje, somos os dois homens. Eu, ligeiramente mais velho.
Curioso, que ambos temos os nossos meninos. Eu tenho o Miguel e a Joana. Tu tens a Mariana.
Vamos deixar-lhes a lembrança de uns pais que os amaram!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rute

Estávamos no final de 1987.
Chegámos tarde. Jantámos e procurámos a noite. Dizias tu que a noite era um mistério. E tinhas razão. Fomos a um bar onde conhecemos a Rute.
A partir daí comecei a respeitar as mulheres que, por necessidade, vendem prazer aos homens.
Por detrás da carapaça dessas mulheres, está muitas das vezes uma alma nobre, um ser humano tão igual a outros. Porque todos nós vendemos algo para sobreviver.
Nessa noite perdemo-nos na cidade do Porto. Mas aprendemos muito sobre a natureza humana.

Citânia de Briteiros

Sentei-me numa pedra a observar esta habitação celta na Citânia de Briteiros. E recuei no tempo, alguns séculos antes de Cristo.
Era então um homem barbudo, vestia peles de animais, cultivava alguns cereais, caçava e pescava.
Por vezes observava, de longe, a sala do Conselho, onde os anciãos decidiam sobre a guerra e a paz.
As muralhas eram fortes mas não foram suficientes para suster os romanos. Lembro-me dos tempos áureos, quando Viriato era o chefe de muitos castros.
Tocaste-me no ombro. Vi então que a evolução, que foi muita, não tocou no essencial, no comportamento do homem para com os seus semelhantes. A obsessão pelo poder fez dos homens escravos e senhores, servos da gleba e nobres, povo e classe dominante.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A força que nos move

Aparentemente, o caminheiro chegou ao fim do caminho. Os tempos são outros, as barragens inundaram aldeias e cortaram caminhos.
Mas na imaginação do homem não há obstáculos.
Li há dias que um preso no Tarrafal, no isolamento, domesticou uma aranha. Apanhava moscas metia-as na teia e dava-lhe um sinal. E a aranha vinha comer.
Também o caminheiro que por aqui passou arranjou forma de chegar ao outro lado.
Que a força que nos move é capaz de tudo!

O bicho da desgraça

Estava frio nesse dia.
Ao chegarmos ao Castelo, depois de passarmos pelas ruelas adornadas de flores, sentimos que a felicidade nos inundava.
Recordo o teu encanto, o teu amor.
Esqueceras tudo o que de mau te acontecera. Lembras-te? Depois de empurrares o bicho da desgraça por uma ravina abaixo.
E o certo é que o bicharoco não mais conseguiu trepar!
Ficámos assim a saber que quando a vida nos corre mal, temos de ser fortes. Porque se conseguirmos empurrar o bicho da má sorte por um barranco, tudo passa a ser diferente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A perda dum avô

Que amor.
É difícil ver nesta vida um amor tão grande entre avô e netos.
Qualquer um deles ficava delirante com a presença do avô. E eu, por vezes, pensava que também gostava de ter conhecido o meu avô e de ter falado com ele, de brincar com ele.
Mas eles brincavam. E o avô delirava. Que amor o d'aquele avô.
Hoje chorei. Chorei por ver que os netos o perderam.
Daqui para a frente nada será igual.
Terei de duplicar os carinhos. Mas é difícil dar o carinho de um avô.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Adeus Pirico


Foi uma longa caminhada. De 1923 a 2010, calcorreaste esta vida, sentiste tristezas, dores, angústia, mas também muita alegria.
Há muito que os nossos caminhos se cruzaram. E se eu não fui um bom companheiro de jornada, dei-te dois netos que o foram e que te transportarão sempre no coração.
Vou ter saudades tuas.
Adeus Pirico.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Galileu Galilei

Nas escolas de S. Tomé os meninos aprendem o português mas também o dialecto local.
Mundo cada vota mom lolo-so, como quem diz, o mundo (a terra) gira como um relógio. Assim me mostrava uma menina São Tomense, com alegria, os seus conhecimentos.
Não sabia ela que por uma frase semelhante foi Galileu Galilei levado à santíssima inquisição, acusado de herege.
Que a intolerância e a prepotência de alguns homens, a menina só conhece ainda em alguns professores.

Um pouco mais de alegria

Manhã cedo faz-se à estrada. Entra no hotel ainda os turistas dormem. Inicia a labuta, limpa este quarto, faz as camas daquele, ali ao lado, mais o outro e o outro e outro.
São quatro da tarde, faz-se à estrada, em sentido inverso ao da manhã.
No final do mês recebe o salário. Novecentas mil dobras! Vai a correr, contente, comprar alguns avios. O que sobra está destinado. Que afinal, novecentos mil dobras são apenas trinta e seis euros.
Este mês, ela e as suas duas filhotas pequeninas - que o marido há muito as abandonou - tiveram um outro tanto a somar ao ordenado.
Vai haver um pouquinho mais de alegria no seu barraco!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quadro de amor

Foi um Fernando o seu grande amor.
É por esse Fernando que suspira, que relembra momento a momento, tantos momentos em que foi feliz.
Dói-lhe o coração pela sua morte.
Dói-lhe a alma por ter perdido o seu amor.
Choram-lhe os olhos de saudade.
Olha para o quadro de madeira, com o seu nome gravado com carinho e diz que foi ele que o mandou fazer.
E todos ficamos também a olhar, imaginando o quão belo teria sido aquele amor.

Ein Freund

Regressei!
Mas das viagens ficam alguns apontamentos. Este é um desenho de um amigo alemão (o Michael) que queria uns camarões para o jantar. Como não nos entendíamos, fez um desenho.
Ao jantar estava a comer camarões. Por sinal bem deliciosos ou não fossem preparados pela D. Tété.
Quantas pessoas falando a mesma língua e utilizando o mesmo vocabulário não se entendem?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Casca de noz

Pequena casca de noz.
Ao longe são pontos minúsculos, que os olhos mal avistam.
Por vezes, o peixe é maior e o desejo de o apanhar também.
Então estas pequenas canoas desaparecem no oceano e ninguém mais as vê.
PS. Um dia destes voltarei, provavelmente de amanhã a oito dias.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Praia do Equador

Abandonado, conjuntamente com seus seis ou sete irmãos. Faziam parte de uma frota de pesca de uma empresa espanhola.
Uns viajaram sós, autênticos navios fantasmas, arrastados pelas correntes.
Outros naufragaram ao largo e, por lá espreitam.
Este acostou à praia.
Ao longe pescam pequenas canoas.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Meninos

Olá Amigo.
Não verás certamente esta foto. Porque onde vives ainda não chegou a net.
Mas se eu te mostrasse uma foto minha, quando eu também era uma criança, tu dirias que, se não fosse a cor da nossa pele, poderias ser tu.
E, olhando bem, que diferenças existem?
Um dia destes publico aqui a foto.
Então tu poderás dizer: pois tens sapatos, mas quem te deu os sapatos?
Tens roupa, mas quem te deu a roupa?
Tem uma mochila para a escola, mas quem te deu a mochila?
E eu ficarei caladinho. Porque a minha mãe disse-me, um dia, que tudo aquilo foi a Assistência, mas para eu não dizer nada a ninguém. Escusam de saber.

Kinilza, a filha de mamãe Tété

Como pode aquela mulher ter tanto carinho.
Para o filho, que no Brasil estuda,
Para a sua menina, que escolheu terras de Portugal.
Para a Kinilza, a sua criação, o seu apoio, o seu terceiro filho.
Todas as mães se sacrificam.
Mas a mãe que eu falo, todos os dias luta. Conta as dobras, transforma-as em euros. Já dá para os meus filhinhos.
E para ela pouco sobra.
E as pessoas que por ali comem no seu restaurante, e são pessoas importantes na terra, não sonham o seu sofrimento.
Nem sonham o amor que transborda daquela mulher.
Todos os dias pensa que chegou o dia. O dia em que os seus filhos tornam ao seu regaço.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Capitães de mar

São agora capitães de mar.
Sentam-se ao leme e cruzam os mares, ancoram nos maiores portos, vêem terras deslumbrantes, povos diferentes.
A seguir a uma viagem, vem outra.
São dias cansativos, de viagem em grupo, de aprendizagem.
À noite recolhem às pobres cabanas do pequeno Ilhéu das Rolas e sonham.
Nas grandes e perigosas travessias, nas terras que conheceram.
Obrigado mar pelo pelo pequeno iate que lhes deste.

O teu balir

Ter-te é a melhor coisa deste mundo.
Adoro ouvir o teu balir, sentir que não estou só.
Por vezes, dou comigo a pensar quão diferente teria sido a minha vida se o pastor não nos tivesse juntado.
Mas, na vida tudo tem um significado. Não foi por acaso que cruzámos os nossos caminhos.
É pena que muitas ovelhas sejam míopes.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Amor

Será herege dizer que o painel representa um Jesus que amou?
Uma Maria Madalena que teria sido o amor de Jesus?
O certo é que esta lenda é bonita.
Transforma Jesus em homem e o amor num sentimento grandioso.
Recorda Florbela Espanca:
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Teia de aranha

A aranha tem hoje muito alimento.
Mas para o ter passou dias a tecer a sua teia. Quantas das vezes já não conseguia erguer as suas frágeis patas.
Mas o instinto de sobrevivência foi mais forte que o cansaço. E a aranha ergueu o seu ganha-pão.
Quantos têm muito mais que o ganha-pão e não fizeram nada para o merecer?
Contradições da sociedade que os homens ergueram.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Morabeza

Planta-se o milho uma vez. Não chove!
Planta-se o milho segunda vez. Não chove!
Planta-se o milho pela terceira vez. Não chove!
Que persistência a do povo de Cabo Verde.
Que exemplo de tenacidade, de luta, de amor e de amizade.
Por vezes, quando algo corre mal, abandonamos a luta. Se este povo tivesse desistido não era hoje um dos que mais desenvolvimento tem registado em África.

Vida de cão

Quantas vezes nos sentimos assim?
Feridos, esfomeados, tristes.
Chegamos a pensar que o céu nos desaba em cima.
Mas não.
Sobrevivemos, continuamos. Caímos outra vez.
Vida de cão!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O centro do jardim

Não sabes como hoje fiquei contente.
Porque te vi feliz, confiante.
Porque tu respiravas vida.
Porque tu assumiste que és importante.
Porque, na verdade, és o centro do jardim.
Não sabes como hoje fiquei contente.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Felismina

Triste sina a de uma mãe que vê partir um filho.
Nem calculo o teu sofrimento quando ele partiu, porque não consegui calcular o da minha mãe quando ficou sem o meu irmão.
Mas deve ser uma dor incalculável, pelo sofrimento que vi em ambas.
Das pessoas que eu admiro e ao pé das quais me sinto pequenino, a Felismina é uma delas.
Muitos beijinhos neste dia especial. Um dia de anos. Quantos, também não interessa.

O lago

O lago começou por ser imaginação.
Foi um buraco escavado na horta.
Foi uma tela ajustada ao buraco escavado, desajeitada.
Depois levou os primeiros seixos. As primeiras plantas.
Hoje o lago é mesmo um lago. Tem muitas plantas, tem peixes, tem rãs.
E tem pedras que simbolizam vivências. Ao longe, o monte de granito do Gerês, pedra pomes dos Açores, seixo do Baleal, xisto da Lousã, seixo do Rio Alva, uma das artérias do nosso coração.
O sonho pode tornar-se realidade!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Foto do ensino técnico

Finais do ensino técnico.
Recordações gravadas com tinta indelével.
Falar destes amigos é falar de tempos de felicidade.
Poderia falar de todos eles, porque de todos guardo boas recordações.
Mas quero falar do José Luís. Um homem que muitos temeram naquela pacata cidade. Não porque fosse violento, mas por medo da sua palavra. Quantas das vezes assinava artigos em defesa de tudo o que era fraco, ao mesmo tempo que se isolava.
E quem lhe valeu quando se sentiu só?
Ninguém. Nem eu tão pouco que sempre o admirei.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Minha amiga

Minha amiga de longa data.
Lembro-me dos teus teus primeiros passos na ginástica, na Casa do Benfica.
Lembro-me do teu feitio rebelde.
Lembro-me do teu ar carinhoso.
Da tua inteligência.
Vieste um dia do sul e iluminaste a casa da avó. Foi como se tivesses trazido o mar para a lezíria.
Depois partiste.
Ficou um vazio na casa.
Mas ainda hoje tu permaneces no meu coração.

Saudades

Já estás altiva na foto.
Ergue-te! Busca a tua vida, luta por ela.
Por vezes chegamos à conclusão que estamos enganados no caminho. Quantas das vezes temos de voltar atrás e rumar a outra avenida?
A própria vida é isso também.
Estamos sempre a tempo de sermos felizes.
Como o foi esta família que eu conheci em pequenino e que perdeu a sua bússola.
Muda agora. Coragem. Se não alterares o teu rumo agora, depois pode ser tarde.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ilha da Madeira - Casa abandonada

O Homem conquista. Mas quando descansa um pouco, a natureza recupera o que o homem não quer.
Que força regeneradora!
Esta relação homem-natureza lembra a Fala do homem nascido, de António Gedeão:
Quero eu e a Natureza.
Que a Natureza sou eu,
e as forças da Natureza
nunca ninguém as venceu.

Casa de Colmo

Em Santana, na Ilha da Madeira, imaginaram viver numa casa de colmo, fugir da ansiedade, imaginaram o amor.
Se pensarmos bem, uma parte de nós, a que não é corpórea, vive ali refugiada. Naquela casa de colmo, num velho moinho, nos recantos da natureza, em tantos sítios onde nos sentimos bem.
Mariana ainda não esqueci que tenho de construir a casa das bonecas, assim parecida com esta casinha de colmo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

A caminhada

Lentamente os pastores conduzem o rebanho ao seu destino.
Também nós, lentamente, conduzimos as nossas vidas.
Vamos saltitando e brincando quando somos crianças, aprumando o passo quando somos jovens adolescentes, correndo como doidos quando somos adultos, tentando apanhar todo o mundo. Abrandamos quando a idade avança e tudo o que imaginámos caiu por terra.
Por fim, esperamos que alguém nos leve, porque não nos sustemos de pé.
E durante todo esse percurso, quantos amigos fizemos? E quantas pessoas deixámos tristes?

Escutismo

Passaram alguns anos. As meninas que aqui aprendiam, brincando, são agora mulheres.
Foram tempos de formação. Do escutismo no Cartaxo, dos jovens adolescentes, dos aprendizes de chefes.
A principal lição aprendida foi a de que ninguém pode viver só. Todos necessitamos uns dos outros. Como diz a canção:
«Canta, canta, amigo canta,
Vem cantar a nossa canção.
Tu sozinho não és nada,
Juntos temos o mundo na mão!»