quarta-feira, 28 de abril de 2010

Beira Baixa

Na Beira Baixa, por volta de 1973, na companhia do meu grande amigo e saudoso Mestre Teixeira.
Hoje fiquei a saber que culpa da crise afinal é dos desempregados e é para eles uma das primeiras medidas. Isto de haver subsídio de desemprego não estava previsto na teoria de Marx sobre o exército de reserva e que tanta receptividade tem nos nossos empresários, se a isso se pode chamar a muitos destruidores de empresas. Uma coisa é ter um maralhal de gente a quem se pode pagar tuta e meia, outra é ter pessoas que têm um mínimo de dignidade assegurada e que não estão dispostas a regressar ao capitalismo primitivo.
Esta foto é para evidenciar os verdadeiros culpados da crise. Aquelas três mulheres trabalhadoras, que em conjunto com tantos outros trabalhadores, acredita em falsas promessas e pensa que os senhores, por estarem bem engravatados e serem bem falantes, serão bons governantes.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amália Rodrigues

Passou junto aos Restauradores e contemplou a pintura mural.
Lembrou-se do «Povo que lavas no rio», um poema lindíssimo de Pedro Homem de Melo, cantado por uma Deusa.
Deu consigo a assobiar esse versos, «Povo que lavas no rio, que talhas com o teu machado as tábuas do meu caixão».
Não soube como, nem porquê. Mas o talhar as tábuas do caixão trouxe-lhe à imaginação o povo, de fato domingueiro, como se fosse dia de festa, a caminho das urnas. Era dia de votação.

Um galo na hora de calor

Bem perto do monumento ao Dr. Sousa Martins, nos jardins do Campo de Santana, este galo esfrega-se na frescura da terra.
Que o dia hoje esteve quente.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dr. Sousa Martins

Quando se passa pelo Campo de Santana, em Lisboa, não se pode ficar indiferente ao monumento vivo em memória do Dr. Sousa Martins.
Tendo vivido de 1843 a 1897, a sua bondade não foi esquecida e os apelos de que é alvo foram e continuam a ser uma constante.
Nas palavras de Guerra Junqueiro, Eminente homem que radiou amor, encanto, esperança, alegria e generosidade. Foi amigo, carinhoso e dedicado dos pobres e dos poetas. A sua mão guiou. O seu coração perdoou. A sua boca ensinou. Honrou a medicina portuguesa e todos os que nele procuraram cura para os seus males.

domingo, 25 de abril de 2010

Os homens da Aldeia

Esta foto deve ter mesmo muitos anos.
Mas se conseguirmos recuar no tempo, algures até à primeira metade do século passado, encontramos os homens da aldeia.
Porque, na altura, os homens eram a representação do poder. Não sei quem são, mas, provavelmente serão as pessoas influentes e aquelas que servem as influentes.
Nos dias de hoje, não se vestem assim, nem têm aquelas poses.
Hoje, são muitos mais os que que têm alguma influência, os que empregam. O poder transferiu-se das regiões rurais para as grandes cidades. É ali que se dirigem os pais, quando necessitam de empregar os filhos. Depois de alguns lugares cativos para os filhos dos nossos políticos, sobra sempre um ou outro lugar para um afilhado.

Carlos

Um dia destes, lembrei-me do Carlos a subir a Angelina Vidal. Tínhamos combinado encontrarmo-nos.
Com a sua malinha a tiracolo, um sorriso estampado na face e o seu bigode característico.
A vida para ele tinha sido um pouco madrasta. Ou então teria sido ele que brincara com a vida.
A Margarene, a Jesus, tinham já ficado para trás.
Uns tempos depois encontraram-no em casa. Em bom rigor, encontraram o seu corpo. Ele já havia partido.
Tenho saudades do Carlos

Jornal mural

Um cartaz mural nas paredes dos Correios em Santarém.
Estes cartazes eram o meio de comunicação de uma juventude irrequieta, a abarcar de ideologia, cheia de sonhos.
Por ali passavam muitas pessoas. Umas elogiavam, outras diziam mal. Mas talvez se discutisse.
Hoje a comunicação é mais sofisticada, cada vez mais nas mãos dos grandes interesses.
A liberdade de expressão foi uma conquista de Abril.

sábado, 24 de abril de 2010

Vésperas do 25 de Abril de 1974

Uma jovem direcção da Casa do Benfica de Santarém nas vésperas do 25 de Abril de 1974.
Para além da aprendizagem do associativismo, foi um também um ponto de encontro com as novas ideias.
Desde o espalhar panfletos do então Movimento da Juventude Trabalhadora, aquando dos saraus nas deslocações, à colaboração com o saudoso Manuel Castela na divulgação de filmes progressistas.
A partir de então nada poderia ser igual.

Oásis

Vivia-se a primavera marcelista.
Esta foto representa o grupo do Oásis, em Santarém. Um grupo católico, que reunia jovens do antigo Colégio Andaluz, do Lar Andaluz e alguns rapazes da cidade.
Foram tempos de aprendizagem, de convivência, de amizade e até de namoricos.
Mas foram os primeiros tempos de solidariedade com os mais fracos.
Foi pena um plano de alfabetização de adultos de Alfange não ter saído do papel.
Mas quando a Dolores, uma jovem de cor, do Lar Andaluz, morreu em Lisboa vítima de leucemia, conseguimos um feito. Trazê-la para Santarém, embora com a ameaça do então Governador Civil de Santarém de que poderíamos ser presos por mendicidade.

Conversas de bichos - 2

- És uma bonita Golden. E loura, como eu gosto!
- Não exageres. Tu também és um Labrador bonito. Esse preto lustroso fica-te mesmo bem.
- E que coleira tu tens? Nem sabes como gostava de beijar a tua orelhinha.
- Podíamos ir ao banho. Achas que os teus donos se importam?
- Não! Anda vamos. Não vês que eles estão embevecidos? Provavelmente a falar de nós.

Conversas de bichos - 1

- Queres ir brincar às corridas?
- És tonta. Isso são brincadeiras de vitelas. Vou brincar com os meus amigos às marradas!
- Não compreendo! Os vitelos só querem brincar uns com os outros.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Antúrio

Li que o Antúrio pode ficar «stressado» por ficar na prateleira demasiado tempo.
Percorri o meu arquivo de fotos e descobri um Antúrio.
Não me pareceu «stressado», provavelmente, por estar no jardim, rodeado de flores.
Ou por dormir na esperança do amanhã, que ele acredita ser um dia diferente.

terça-feira, 20 de abril de 2010

São Tiago


Desde os tempos de mocidade que sonhava com as peregrinações a Santiago de Compostela.
Foi aos setenta e cinco que beijou o santo.
Encheu-se de alegria, quando se aproximou. Pensou que era um sonho.
Mas, no seu interior, ouviu o Santo dizer:
Francelina, eu sabia que um dia virias. Não mais me esquecerei da tua visita.
E a Francelina partiu, contente, feliz, mesmo irradiante.

O baile

Dançou até tarde, deixando-se embalar nos braços do jovem. Ouvia a música bem longe, sentindo apenas o palpitar do seu coração.
Por ela passaram imagens de amor, carinhos. Um lar, sim era isso que via. Um lar, um homem, filhos. E enquanto a musica tocava, fechou os olhos, porque com os olhos fechados conseguia ver muito mais.
Era já de madrugada quando o baile acabou.
Abriu os olhos. A realidade era bem diferente.
Do início ao fim do baile, passaram algumas dezenas de anos.
O jovem tinha desaparecido.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Rosa de Porcelana

Esta rosa de porcelana foi fotografada no jardim do restaurante da D. Celeste em S. Tomé.
Fiquei encantado com a D. Celeste e com o marido. Prometi-lhes que lhes faria um cartão para o seu óptimo restaurante (em Guadalupe, para quem for a S. Tomé).
Fica uma homenagem a um casal de emigrantes em Portugal que conseguiu concretizar o seu sonho. Juntar algum dinheirito e voltar à terra que os viu nascer.
Encontrei-os posteriormente na D. Tété. Curioso, porque também ali encontrei o Sr. João Silva (vindo da Roça de S. João de Angolares), tal como o italiano Claudio Corallo (dos chocolates de S. Tomé), o Primeiro Ministro de S. Tomé, diplomatas da nossa embaixada e tantas outras pessoas importantes. A D. Tété é uma mulher que cativa. E também uma querida.

domingo, 18 de abril de 2010

Uma foto da vida

Caíram uma gotas de chuva e o caracol, com a casa às costas, esticou-se e percorreu as flores em volta.
Como a mãe natureza é generosa.
Esta foto é dedicada a uma psicóloga que vi hoje na televisão. Uma mulher que acreditou sempre na vida, na força do próprio acreditar.
Num povo pessimista, encontrar pessoas com capacidade de ver os aspectos positivos é algo de raro.
Quantas das vezes os milagres mais não são do que a nossa capacidade de transformar o mal em bem.
Um dia vou ser como este caracol. Meto as coisas de que necessito numa mochila e vou admirar a natureza.

A chaminé do amor

A chaminé algarvia domina, imponente, sobre o telhado.
Lembra os antigos menires, símbolos de afirmação do homem em tempos longínquos, quando a natureza era para ele um infindável mistério.
Como que a afirmação, perante os céus, da sua existência, da sua confiança na vida.
Mas esta chaminé algarvia contém também o primeiro desenho que provavelmente fizemos de uma mulher. Os seus cabelos compridos.
E nesse céu misterioso, através desta chaminé, homenageei o seu amor.

sábado, 17 de abril de 2010

A verdadeira imagem do monstro

Esta é a imagem verdadeira do monstro.
Se o não isolasse, com o photoshop, não veriam que era um monstro, como eu vi.

O monstro dos mares

Eis o que vi numa rocha.
Um monstro marinho, saído das profundezas do mar.
Fiquei paralisado. O monstro parecia que me olhava de soslaio, ameaçador.
Como se eu fosse o culpado. Bem lhe disse que a vida dos humanos era difícil de explicar. O humano de hoje é, quantas das vezes, também ele um monstro, bem mais mais perigoso que o que acabava de sair das profundezas do oceano.
Pareceu-me, então, que a natureza se revoltava, substituindo-se na revolta de um povo amargurado, mas impotente.

A pesca

Desde pequeno que a pesca me atrai.
Poderá ser por muitas razões.
Pelo isolamento.
Pela integração na natureza.
Pelo jogo.
Por vezes penso que é uma luta de animal contra animal.
De homem contra peixe.
De elementos da mesma natureza, porque todos os seres são desenhos deste quadro gigantesco, a terra, a vida.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um país de contradições

Parei o carro.
Na estrada a Ti Alzira guia os seus bichos.
Que a sua reforma, se isso se pode chamar, mais não não é que uns míseros euros.
Longe da estrada, em gabinetes luxuosos, os senhores das grandes empresas do país, conduzem os bichos homens, ganhando com isso milhões em ordenados e prémios. Dinheiro que vem das famílias, nas contas do gás, da electricidade, da gasolina.
Um país de contradições.
Meti o carro a trabalhar e continuei a viagem.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Luz

Contemplou o raio de sol, por entre a ramagem das árvores altas da floresta e estendeu essa visão à sociedade.
Em sentido figurado, a sociedade em que vivemos é, também, uma floresta, muitas das vezes densa, escura e perigosa.
Recordou, então, que nos momentos de penumbra, quando se achava perdido, quando a caminhada tinha de tomar uma nova orientação, a luz iluminava-o.
Teriam sido simples coincidências?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Porto

O Porto de 1987.
Porto, uma cidade fantástica, com cheiro a trabalho, a franqueza, a amizade.
Janeira, o nome de um homem, de um colega, de um amigo.
São referências que vamos perdendo ao longo da vida. Mas são também marcos que nos ajudaram a traçar o caminho.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O meu Tio Pedro

Do campo dos Leões ao centro da cidade era um instante. Depois, descíamos a calçada na direcção da ponte sobre o Tejo, que atravessávamos. No final caminhávamos pelo campo até ao Tejo Velho, um chabouco comprido e profundo.
Pescávamos o velho sarmão (ainda hoje não sei bem de que peixe se tratava, mas certamente seria um peixe de outros tempos, cujo nome nunca coloquei em causa).
No final do dia, quando nos dávamos por cansados da pescaria, enchíamos a mochila com o que podíamos apanhar. Marmelos, uvas, melões e peixe. Porque quando não o pescava, o meu tio dizia-me para ter cuidado não fosse a grade prender-se na ponte.
Grande mestre este meu Tio Pedro. O homem que mais influenciou a minha vida.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Em Alfama

Foram marialvas, conquistadores, amantes. As mulheres de Alfama eram o centro da sua vida.
Agora juntam-se por ali. Conversam, jogam às cartas e ao dominó.
E olham, de esguelha, para a placa que dá nome ao largo.
Que a vida é como um funil. Vai estreitando nos interesses.

domingo, 11 de abril de 2010

Magalhães

Da Graça, em Lisboa, uma pintura mural tão sugestiva que dispensa quaisquer palavras.

sábado, 10 de abril de 2010

Mulher pobre

Olhei para a estátua, em Mérida, e vi-a.
Ia carregada com as roupas e garrafas que comprara porta a porta, para as tornar a revender.
Passou por baixo da ponte do caminho de ferro, entre a Amadora e Queluz, a caminho de Carenque.
Foi então que as suas pernas dobraram e ela caiu.
O seu filhote, atrás, ia magicando na queda. Teria sido fome, porque eram quatro da tarde e não tinham almoçado? Seria a mãe que não tinha forças para a carga? Seria a falta de vista?
Anos mais tarde soube que a causa era a pobreza.

Zé Povinho

Manuel saiu da tasca da Ti Vicente,ali aos Anjos, em Lisboa. Ou talvez tivesse saído da sopa dos pobres, lá bem perto. O certo é que vinha satisfeito.
Pegou no spray e expressou o seu contentamento na parede do prédio.
O Zé parecia mesmo um abade, bem comido e bebido.
Num outro dia de inverno, com frio, sem comer e sem uma pinguita, traçou a carvão um Zé Povinho raquítico, zangado com a sociedade.

Tempo de tréguas

Num monte, algures entre o Alentejo e o Algarve, os guerreiros da noite descansam do semestre.
Porque trabalhar e estudar não é tarefa fácil.
Que o diga o Alexandre, a pensar nas stock options, a Filipa no artigo 6º, o Vitor na sua Maria, a Isabel em Alcanhões. E poderia falar de todos, porque são excelentes companheiros de jornada.
Mas há ali um alguém cuja alegria supera todas as outras. Ela traz no ventre toda uma esperança. Transporta consigo uma nova vida, tão alegre como ela própria. Ela irradia um sorriso como o sol porque é e está feliz. E quando se é feliz só se pode criar felicidade.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Felícia

A Felícia sorri no jardim.
Esta Felícia é, simultâneamente, uma flor e uma mulher.
Plantada de pequenina, junto ao lago, é agora uma planta robusta, impondo a sua presença.
Mas representa também uma mulher com o nome da flor.
Uma Felícia que durante muitos anos deu vida à horta.
Esta é uma flor-mulher.
E quando a flor abre as suas pétalas azuis, é como se a Felícia voltasse e sorrisse para as plantas que por ali plantava.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um baile no Algarve

Princípio dos anos 70.
As duas comadres assistem a um baile em Vila Real de Santo António.
Na pista dançam a Mariete e o Nicolau. E, quem sabe, também eu, já que não apareço na fotografia. E muitas outras pessoas.
Durante a semana eu teria andado do Montinho ao Rio Seco.
E talvez fosse nessas férias que matei um picanço com a fisga. A única vez que acertei no alvo e tinha de matar uma ave, acarretando essa recordação para o resto da minha vida.
De certeza - porque o fazia todos os anos - fui apanhar caranguejos com uma roda de bicicleta metida numa rede.
Mas não foi dessa vez que dormi no Rio Seco, sentindo no ar o perfume da serra.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Uma princesa

Esperei algum tempo na expectativa que uma sevilhana abrisse a janela. Em vão.
Recordei-me dum adolescente espreitando a janela de um segundo andar, em Santarém.
Ali morava uma princesa.
O moço, um pobre plebeu, apenas podia admirar o seu belo cabelo cor de trigo e as suas faces rosadas e bonitas.
E a Princesa, hoje provavelmente uma senhora casada, nunca soube como foi amada.

Confissões

Estava em Mérida.
E num daqueles momentos em que estamos sós com as estátuas, desabafei um pouco.
É claro que quando somos nós a contar, dramatizamos um pouco.
Concentrada, a estátua ouviu o que eu lhe disse, como se fosse uma confissão.
Ai meus Deuses, ouvi eu à Estátua.
E leva a mão à cabeça, num gesto de espanto e de preocupação.
Ainda a ouvi murmurar, mas não a entendi.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Um piquenique no Tejo

A apenas algumas dezenas de anos antes, um grupo de jovens faz um piquenique no Rio Tejo.
Vivem os anos dourados da sua juventude.
Tentei escutar o que diziam, mas não consegui devido ao barulho que tempo faz a rodar.
Imaginei que falassem das suas vidas, dos namoros, dos pais, do futuro, enquanto amanhavam o peixe que acabaram de pescar.
Provavelmente dos filhos que haveriam de ter.

Na minha ilha

Juntinho à ilha onde me encontrava, passou um pequeno avião.
Apaguei a fogueira rapidamente e escondi-me na vegetação. O piloto não me viu.
Continuei só na minha ilha, onde aliás tenciono passar o resto da semana.
Que a minha ilha pode ser imaginária e estar despovoada, apesar de habitada por muita gente.

domingo, 4 de abril de 2010

Amália, uma amiga

Ai Amália.
Como tem sido possível não te recordar aqui no Ullysseia (apesar de me lembrar muito de ti).
Foste a minha companheira de trabalho naquela horta. Tu já uma mulher cheia de experiência. Eu um jovem a aprender.
Sabes, naquele tempo, eu gostava que fosses à horta, que me fizesses companhia. Era como que um despique. E a terra, e as plantas que lá plantávamos, riam-se de contentes.
A horta não fala. Porque se o fizesse, aquelas laranjeiras iriam dizer-te as saudades que têm da água com que tu as regavas.
A terra não mais foi a mesma.
Que saudades Amália!

De uma ilha sem pessoas

Entrei naquele barquinho, atracado em Valada, e fiz-me ao mar, Tejo abaixo. Não era a minha canoa, que essa navega noutras águas.
E o barquinho, velhinho, navegou até encontrar o Forte de S. Julião da Barra. Ali, como nos ensinavam na escola, acaba o rio e começa o mar.
E passados muitos dias e muitas noites, ambos, eu e o barquinho, demos a uma ilha que não tinha pessoas.
É dali que hoje escrevo o Ullysseia, aproveitando a net por satélite.

sábado, 3 de abril de 2010

Novos tempos

Já não pareces a menina da Barbie.
Olhando para ti agora, noto que temos trilhado caminhos por vezes divergentes, quantas das vezes, por não te compreender.
Gostei que relembrássemos tempos antigos e que vivêssemos tempos novos.
Adorei andar contigo.

Barbies

Por vezes olho para estas fotos e vejo as linhas do Manuel Alves, o teu avô.
Percorremos já um longo e árduo caminho desde o tempo da foto das duas Barbies. A tua e a da boneca.
Que, como diz o poeta, o caminho faz-se caminhando.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ayamonte

Amanhã voltaremos a Ayamonte.
E aí lembraremos as viagens de barco, desde Vila Real. Viagens antigas, dos tempos em que eu era adolescente e acompanhava a minha mãe.
Mais tarde passei a ir só, com o meu irmão e o Arsénio. E ali comíamos uns chocos fritos acompanhados com uma canha.
Dali veio um semi-eixo para que o fiat 600 do José Narciso nos pudesse trazer de volta ao Ribatejo.
Mais tarde já não ia só. No dia em que tirei esta foto, iam também o Rui, o Miguel e a Joana.
Amanhã volto com a Joana.